Impressões de Nova York
Essas são as minhas impressões da “Big Apple” onde fui pela primeira vez nas férias de janeiro de 2011.
A cidade: Nova York é uma cidade que tem vida própria, independe de pessoas para existir. Até porque vejo-a como um grande cenário de filme, só que nesse filme não existem protagonistas, nem coadjuvantes, todos são figurantes. A cidade fica iluminada dia e noite e são exatamente as luzes que a fazem se destacar tanto. Faz parte da natureza dela, se é que se pode dizer isso, com exceção do Central Park, ali existe natureza. Em janeiro algumas luzes de natal ainda se encontram por lá, perdidas em meio a tantas outras mais brilhantes.
Banheiro: fiquei surpresa e desesperada, Nova York não tem banheiro! Eu que sou a pessoa mais mijona do mundo passei muitos apuros. Depois descobri que onde tivesse um MacDonalds ou Starbucks eu estaria salva. Resultado, sai de lá conhecendo todos os endereços destes dois estabelecimentos.
As pessoas: Ah! as pessoas também não são muito educadas, vendedores então nem se fala, parece que estão fazendo o favor de te atender. Será que não precisam de dinheiro?
O único sinal de educação é que eles pedem desculpas só de pensar em esbarrar em você, sorry, sorry, excuse-me. Acho que é mais por medo de esbarrar na gente e ser contaminado pelo nosso bom humor.
A Comida: Eu nunca vi um povo para comer tanto. Muita carne, salsicha, bacon, tudo muito engordurada muita gordura. Sanduiches, pizza, sopas, saladas (sempre com muita carne, presunto, queijo e molhos, muito , muito molho.) A salada deles não é para fazer dieta. Apesar dessa fartura, confesso que passei um pouco de fome. Queria mesmo era um bom prato de arroz com feijão. Não existem muitas frutas nem o hábito de comê-las, eu acho. Uma banana custa 1 dolar! Só comi uma durante os 7 dias que passei lá. Pareciam de plástico tamanha a semelhança entre elas, todas amarelinhas, do mesmo tamanho e dispostas cuidadosamente lado a lado.
O trânsito: nunca vi um povo pra gostar tanto de buzina. Pra dirigir eles parecem só usar as mãos que devem ser coladas à buzina. Dificilmente xingam mas, a buzina consegue ser muito mais irritante e eficaz..
Os americanos: os mais legais que conheci são brasileiros. Todos que encontrei morando lá tratam a gente como parentes, amigos íntimos. Acho que é a saudade de casa e do nosso jeito caloroso que abraça, aperta, beija, ri de tudo. Eles, os americanos, não olham as pessoas nas ruas , não se encaram, não observam nada nem ninguém, passam pela gente como se fossemos meros obstáculos a serem transpostos no seu percurso, seja lá pra onde eles estejam indo, parece que estão sempre com pressa.
Os taxis: aqueles famosos taxis amarelos das cenas de filme quando as pessoas estão debaixo de chuva ou neve e não conseguem pegar um? Na vida real é igualzinho. Choveu, nevou, deu a hora do rush. Pegar taxi, nem pensar! Passei por isso num domingo a tarde, depois de muitas compras e mil sacolas pesadas. Domingo a cidade fica cheia como nos dias de semana, a diferença é que os adultos estão ali acompanhados de suas crianças em seus momentos de lazer.
As lojas: essas merecem uma atenção especial, a gente passa na porta e elas parecem nos chamar, é tanta coisa linda, colorida e, o que é mais atraente: de marca. Aquelas que você nunca imaginou poder usar na vida e vê que apesar de ser em dólar, é “muito barato”. Você nem pensa em fazer a conversão e pensa assim: não posso perder essa oportunidade, vir a Nova York e não levar aquele perfume maravilhoso, o sapato, a maquiagem, tudo! E o que é mais tentador, acho que elas nunca fecham. Elas não fecham e a carteira da gente também não. E não cessa aquele barulhinho do cartão de crédito sendo passado e aprovado. Aprovado não sei até quando.
O retorno: apesar de tudo ou por tudo isso, a gente já sai de lá com vontade de voltar.
Ai que saudades de Nova York!
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